O Movimento Tradicionalista Gaúcho realiza, de 11 a 13 de janeiro, mais uma edição do Congresso Tradicionalista Gaúcho. Uma das atribuições dos congressistas é fazer a escolha do Tema Anual a ser trabalhado nas entidades, inspirando palestras, oficinas e outras atividades. Para 2019, foram inscritas sete proposições, envolvendo pautas como tecnologia, mídias sociais, influência do campo, negritude, belezas naturais e Paixão Côrtes. Confira quem são os proponentes e os objetivos de cada uma delas.

Tecnologias
“O uso das tecnologias em prol do tradicionalismo” é o tema apresentado por Alana Perineto Biasi e Helenara Perineto Biasi. Segundo as autoras, a proposta tem como objetivo resgatar valores, como o respeito mútuo no Movimento; buscar o uso consciente das redes sociais e dos meios de comunicação; evitar que o Movimento tenha sua imagem denegrida através das redes sociais; e mostrar que a tecnologia, usada de forma correta, pode ser uma ferramenta muito útil para o tradicionalismo.

Belezas naturais
Carlos Humberto Vasques da Conceição e Ilva Maria Borba Goulart apresentam, como sugestão de tema anual, “O Rio Grande do Sul com suas belezas naturais, sua arte e Tradição”. O tema propõe a valorização, bem como a preservação e a conscientização sobre o ambiente que vivemos, espelhados em nossas raízes culturais para cultivarmos e cultuarmos de geração em geração. O objetivo é gerar um ambiente de conscientização em preservar as belezas naturais de nosso estado, mergulhado nas manifestações artísticas culturais enaltecidas pelas contribuições dos povos que formaram e formam a matriz antropológica sul riograndense.

Paixão Côrtes
Fabiano Vencato apresenta como proposta de tema anual “MTG 2019 – Com Paixão e por Paixão, na busca do resgate e valorização de nossos antepassados”. Segundo o autor, no ano de 2018 o Rio Grande do Sul perdeu o seu maior símbolo, João Carlos D´Avila Paixão Côrtes, que é para os tradicionalistas um ícone, o precursor de tudo o que vivenciamos em tempos atuais.

Mundo digital
“MTG no mundo digital: Tecnologia como ferramenta de integração e difusão de nossa Tradição, Cultura e Valores” é a proposta de tema anual apresentada por Gilcéia de Lurdes Souza. Segundo ela, vivemos em um cenário sociocultural que afeta e modifica nossos hábitos, modos de trabalhar e aprender, além de introduzir novas necessidades e desafios relacionados à utilização das tecnologias de informação e comunicação. Os computadores começam a se fazer presentes em todos os lugares e, junto às novas possibilidades de comunicação, interação e informação advindas com a internet, provocam transformações cada vez mais visíveis em nossas vidas.

Mulher
“Mulher Gaúcha – 70 anos de Inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, suas conquistas e participações” é a proposta de tema anual apresentada por Márcia Cristina Borges da Silva. A proposta visa mostrar o quanto foram significativas e importantes as funções da mulher no tradicionalismo gaúcho, desempenhadas desde os primórdios, proporcionando quebras de paradigmas e mudanças culturais na sociedade tradicionalista. Segundo a proponente, a proposta é fruto de mais de dez anos de pesquisas sobre o assunto, reunidas na obra “A Evolução Histórica da Mulher Gaúcha”.

Campo
“Todo gaúcho vem do campo – O homem do campo como substância basilar da sociedade gaúcha” é a sugestão de tema anual apresentada por Micael Feliciano Machado Lopes e Muriel Machado Lopes. A proposta tem como objetivo promover a retomada das raízes do homem do campo, do verdadeiro gaúcho, que inspirou os jovens de 1947. “Este trabalho visa enaltecer o homem, as famílias rurais, que vivem do campo, da agricultura, da pecuária, que à medida que o tempo passa são esquecidas pelos populares da região urbana, pela política e pelos incentivos econômicos”.

Negritude
“A negritude na construção sociocultural gaúcha: Uma referência a trajetória e situação do negro no Rio Grande do Sul” é a proposta de tema anual apresentada por Robson Thomas Ribeiro, Eduarda Teixeira Streck, Guilherme de Abreu Machado e Luana de Moura. Segundo os autores, um problema recorrente na construção da historiografia do Rio Grande do Sul, especialmente a produzida pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho, é o tratamento ainda muito isolado dado história do estado, recorrendo-se pouco ao contexto nacional e internacional em um sentido mais abrangente. Ao falar-se da questão da escravidão, abolição, pós-abolição e o processo de marginalização dos povos negros, como preceitos de negritude inseridos neste contexto, se faz necessário apoiar-se e reflexionar num sentido mais amplo ultrapassando as barreiras geográficas e ideológicas – argumentam.

Por Sandra Veroneze

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