O SEGREDO DAS LONGEVAS

O CTG Maragatos ostenta uma conquista para poucos. No dia 28 de outubro de 2017, durante as comemorações pelos 51 anos do Movimento Tradicionalista Gaúcho, em Passo Fundo, a entidade foi convidada a subir ao palco. Objetivo: ser reconhecida e homenageada pelos seus 60 anos de história.

Fundado em 27 de outubro de 1957, em Porto Alegre, por Alaor Penella Martins, o Maragatos é uma das entidades mais longevas do Rio Grande do Sul. E qual o segredo? Segundo o patrão, Paulo Ricardo Cabeleira, toda atenção da patronagem, já há muitos anos, é priorizar e investir naquilo que é a essência do tradicionalismo: reunir pessoas para trabalhar em prol e celebrar a cultura gaúcha.

Nos dias normais de ensaios dos grupos a entidade recebe entre 50 e 60 tradicionalistas. Nos bailes, de 300 a 400. No baile de aniversário, o público chega a 600. E de março a dezembro, tem janta todas as sextas-feiras, prestigiada por pelo menos 60 pessoas. Ao longo do ano são realizados sete bailes, e tem também o brechó durante o mês de maio, em benefício a duas entidades do bairro. Ou seja, para tradicionalistas e não tradicionalistas, a entidade está sempre de portas abertas.

Ex-patrões atuantes
“Temos um amor muito grande por nosso galpão”, afirma Paulo, que não esquece, porém, os desafios que precisaram ser transpostos. “Já passamos por inúmeras dificuldades, principalmente por conta de intempéries, mas sempre com união e trabalho reeguemos e nunca fechamos”, afirma. Paulo destaca a união muito grande entre a patronagem atual os ex-patrões, totalizando pelo menos dez que continuam muito ativos na administração do Maragatos.

Gestão
Uma atenção especial é dada à gestão da entidade. Segundo Paulo, que já foi patrão por três mandatos intercalados e agora está indo para o terceiro ininterrupto, procura-se manter um bom relacionamento com todos e nunca marcar compromissos que não podem ser cumpridos. A entidade tem um teto para contratar conjuntos para baile e é solicitada ajuda dos grupos na realização dos eventos.“Os patrões aqui não têm por hábito mandar, mas sim pedir, e pegam junto no cumprimento das tarefas, até para dar o exemplo”, afirma Paulo. Segundo ele, discordâncias ocorrem, como em todo o lugar, mas se tenta lidar com a situação e resolvê-las, sempre com diálogo, camaradagem e união.

Voluntariado
O voluntariado é ainda um desafio para o Maragatos. A maioria das atividades, mesmo que os valores sejam simbólicos, é remunerada. Segundo Paulo, por isso tenta-se sempre formar uma patronagem dedicada e está sendo desenvolvido um trabalho forte, junto com o Departamento Cultural, voltado para o voluntariado, não somente dentro do galpão, mas também fora, com visitas às escolas, centros comunitários do bairro, promovendo integração. Aos voluntários atuantes no Maragatos o patrão só tem elogios: “se desdobram”, afirma.

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