Da ditadura para a democracia no tradicionalismo gaúcho

EDITORIAL

Todos os dias devemos agradecer e entender o significado da vida, as oportunidades que ela nos oferece em evoluir e aprender, mas acima de tudo em oportunizar a outros novas experiências e momentos capazes de serem marcantes em cada fase de nossas vidas. A humildade deve ser nossa principal ferramenta para agirmos em benefício do coletivo. Esta ação positiva jamais deverá ser confundida com imposições ou determinações, pois as ditaduras são exercidas ao longo da história, exemplificada pelo domínio de poucos, e a democracia como a movimentação social da maioria.

Faço estas considerações iniciais porque nosso movimento vive hoje um de seus momentos mais importantes de sua história: a retomada do simples, do tradicional, do tradicionalismo que sempre deveria ser feito e mantido pela grande maioria (democracia), mas que vinha sendo executado pela minoria (ditadura – disfarçada de legitimidade), quando seus processos são conduzidos, induzindo a todos de forma sistemática e constante.

A realização de mudanças em todos os sentidos causa desconfortos a estas minorias que perdem o “poder” e este, quando devolvido ao todo, faz com que aqueles organizados (minoria) façam barulhos ensurdecedores.  Pois bem vamos conviver com aqueles que fazem estes barulhos, que não entendem, ou não os convêm, ou por não ser deles as ideias e iniciativas ficam de franco atiradores somente criticando e achando defeitos para as mudanças.

O Enart para as crianças tem causado desconfortos a estas minorias, mas por outro lado tenho visto o brilho nos olhos das crianças, adolescentes e principalmente pais e familiares. O simples, o menos oneroso, os altos gastos financeiros  feito por estas famílias que fazem este movimento, os dirigentes das entidades que mês a mês têm altos custos para manterem seus galpões abertos e suas obrigações em dia, estes sim compreendem aonde queremos chegar, pois foram vocês que gritaram bem alto, por este Rio Grande afora que mudássemos, simplificássemos, que a essência do início do movimento fosse restaurada na sua plenitude. E as crianças ganharam um momento para elas e devem ser tratadas conforme sua faixa etária, devem fazer valer suas vontades, sua ingenuidade e infantilidade, pois, afinal, nosso maior objetivo como tradicionalistas é de preservação das nossas origens e nossos valores fundamentais como gaúchos, sem invencionarmos, elitizarmos, sem modismos de qualquer ordem.

Enfim, não tenham medo de voltarmos ao simples, ao verdadeiro, ao que sempre fizemos. Tenho convicção de que as lideranças do movimento que lutaram por justiça, sabem o que estamos promovendo e fazendo.

Que venha o Enart Pré-Mirim, Mirim e Juvenil, vamos ao encontro da simplicidade. Esta busca é uma questão de compromisso com todos vocês que lutam para manter este movimento. Sucesso a todos.

Nairo Callegaro | Presidente do MTG

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