Todo fechamento de ciclo tradicionalista traz consigo lembranças, nostalgia, uma pontinha de saudade e a certeza de que tudo valeu a pena, porque foi feito de coração. E não foi diferente a despedida dos peões da Gestão 2017 / 2018, durante o 30º Entrevero Cultural de Peões, que aconteceu em Novo Hamburgo, na Sociedade Gaúcha da Lomba Grande, de 12 a 14 de abril. Os nove piás, guris e peões estavam emotivos e esbanjaram agradecimentos a todos que auxiliaram na construção não somente do ano de gestão, mas de toda trajetória tradicionalista de cada um.

A caminhada no tradicionalismo continua – O 1º Peão do Rio Grande do Sul, Jonathã Leindecker, em seu discurso enfatizou que era chegado o fim de uma caminhada repleta de histórias, conhecimentos, aprendizagem, trabalho e dificuldades superadas juntos. Segundo ele, muito mais valioso que os títulos são as amizades e os frutos colhidos. “Foi muito bom ter caminhado com vocês e será muito bom daqui pra frente também”, enfatizou, lembrando que o ciclo como peão do estado terminou, mas que a trajetória tradicionalista prossegue. A experiência é enriquecedora, como pessoa, como tradicionalista; se adquire uma experiência muito grande, afirmou. “Levamos uma bagagem valiosa de valores”, afirmou.

A bênção de fazer parte de uma família tradicionalista – O 1º Guri, Pedro Ernani Fernandes Lago, disse que a despedida é o momento que ninguém quer que chegue e que o sentimento era um misto de saudade e felicidade. Saudade pelos momentos vividos e felicidade pela trajetória desenhada. “Tive a bênção de fazer parte de uma família que faz parte de CTG e que tem raízes firmadas na cultura gaúcha e estar aqui é resultado de união e amor que a gente sempre cultivou e que é o principal combustível que tenho pra correr atrás dos nossos sonhos”, disse.

Diversão e felicidade – O 1º Piá, Saulo Guilherme Santos Dutra, em seu pronunciamento fez questão de enfatizar a filosofia com que conduziu os trabalhos ao longo do ano: sempre procurando se divertir e ser feliz. Segundo ele, é muito bom ganhar, mas melhor ainda é o tanto que se aprendeu durante a jornada. “A gente trabalhou como gente grande e valeu a pena”. Segundo ele, cada um sabe o amor que ele tem pela amizade que foi criada entre os piás.

O padrinho como grande referência – O 2º Peão, Stéphano Marçal Jacques, citou o padrinho da gestão, Ernani Nunes, como referência e marcou seu discurso com poesia filosófica. “Quanto tempo dura o eterno?”, perguntou. Muitas vezes apenas um segundo, garantiu. Segundo ele, serão sempre 18, integrantes das gestões de prendas e peões 2017 / 2018. “Personalidades diferentes, locais diferentes, culturas diferentes, mas conseguimos superar todas as diferenças e saímos ainda mais unidos”, afirmou. A sensação, segundo ele, é de dever cumprido. “Foi bonito, porque tínhamos uns aos outros”.

Um conselho aos novos – O 2º Guri, Eduardo Morais Brum, deu um conselho aos novos que estariam chegando para uma nova gestão: não levem por competição, mas sim por vivência, por amizade, e aprendizado.

Até livro se fez – O 2º Piá, Gustavo de Souza Moreira, em seu discurso fez questão de dizer que foram muitas pessoas que ajudaram a construí-lo e que foi um período de trabalho intenso, no qual até livro se fez. Mas que o melhor de tudo, sem dúvida alguma, foram as amizades feitas pelo caminho.

Um discurso ao violão – O 3º Peão, Robson Thomas Ribeiro, disse que falaria de improviso, porque acredita que momentos assim não devem ser planejados, mas sim vividos. Para homenagear e agradecer a todos que auxiliaram na trajetória, trocou o discurso pela música, e tocou, ao violão, uma música de sua autoria.

Dever cumprido e saudade – O 3º Guri, Gabriel Ferreira, classificou o momento da despedida como delicado e especial para todos, mesclado de um sentimento de felicidade e satisfação pelo trabalho feito. “O sentimento é de dever cumprido e ao mesmo tempo de saudade”, disse. Segundo ele, o ano de gestão é um período de muito aprendizado e os guris chegaram ao final da gestão mais unidos do que se imaginava. “O crachá que a gente carrega é um símbolo, resultado de um trabalho, mas não é o foco principal”, garantiu. Ele concluiu dizendo que “unidos somos mais fortes”.

Coração apertado – O 3º Piá, Rafael Pereira da Costa, disse se tratar de um momento em que a emoção toma conta e o coração aperta. Mas, ao mesmo tempo, um momento de satisfação, porque foi possível fazer o que havia se comprometido, de trabalhar em prol do tradicionalismo. Em seu discurso, enfatizou que, para os piás, durante a gestão, não teve mau tempo e que, apesar das opiniões nem sempre convergentes, nunca se faltou com o respeito. “O importante foi ser feliz e fazer novos amigos”, falou.

Texto: Sandra Veroneze / Foto: Mauro Heinrich

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