Desde o dia 19 de maio o Rio Grande do Sul conta com uma nova gestão estadual de prendas. O Eco da Tradição, a partir desta edição, apresentará as nove tradicionalistas que conquistaram as primeiras posições no concurso. Como pensam? Qual a filosofia de trabalho? Quais os planos para 2018? Com a palavra, as prendas adultas Jéssica Thaís Herrera, do CTG Tropilha Farrapa, de Lajeado, na 24ª RT, primeira prenda; Ana Maria Kolling Lamarque, do CTG Querência Crioula, de Giruá, na 3ª RT, segunda prenda, e Tamara Trentini Rigo, do CTG Pousada dos Tropeiros, de Santo Antônio do Palma, 7ªRT, terceira prenda.

Fale um pouco sobre sua trajetória tradicionalista
Jéssica: Em minha história, tive a honra de apresentar o tradicionalismo para minha família. Residíamos em frente ao CTG Tropilha Farrapa, em Lajeado, e as atividades e o movimento na entidade chamavam a atenção da pequena Jéssica. As invernadas artísticas foram minha porta de entrada no tradicionalismo. Entretanto, desde 2014 me dedico integralmente ao departamento cultural. Tive a oportunidade de representar por seis vezes a minha entidade tradicionalista e por três vezes a 24ª RT: 3ª Prenda Mirim, em 2010; 1ª Prenda Juvenil, em 2015; e 1ª Prenda, em 2017. Na 46ª Ciranda Cultural de Prendas, fase estadual, conquistei o 4º lugar na categoria Juvenil, motivando-me a refletir, estudar, ensaiar e sonhar cada dia mais! Hoje, sinto-me realizada em representar a juventude tradicionalista e conquistar este título inédito para a 24ª RT, CTG Tropilha Farrapa e cidade de Lajeado. Espero ainda vivenciar muitos momentos ímpares e inesquecíveis em minha trajetória.
Ana: Iniciei no tradicionalismo através da dança, quando tinha apenas quatro anos, no CTG Querência Crioula, de Giruá – minha cidade natal. No ano seguinte fui convidada a participar do concurso interno, daí em diante não mais me afastei do Movimento. Fui Prenda Dente de Leite, Mirim, Juvenil e Adulta da 3ª RT e tive a oportunidade de representá-la por duas vezes na fase estadual da Ciranda Cultural de Prendas do RS, em 2011 na cidade de Passo Fundo e agora, 2018, em Campo Bom.
Tamara: Minha trajetória tradicionalista iniciou em 2006, mas costumo dizer que nasci e cresci dentro de minha entidade, pois meus pais são sócios fundadores do CTG Pousada dos Tropeiros de Santo Antônio do Palma. Em 2007 participei de minha primeira Ciranda Cultural de Prendas, e, com o passar dos anos, mais participações em Cirandas e maior conhecimento sobre a grandiosidade do Movimento Tradicionalista Gaúcho, o desejo de ser Prenda da 7ª Região Tradicionalista e do Rio Grande do Sul, foi se tornando o maior sonho da minha vida, e me acompanhou durante 10 anos.

Para você o que representa ser Prenda do Rio Grande do Sul?
Jéssica: Ser Prenda do Rio Grande do Sul, além de ser um sonho realizado, é a responsabilidade de representar a voz da juventude tradicionalista e da mulher gaúcha. Orgulho-me em ver tantas patroas, coordenadoras regionais e jovens em cargos de liderança. É inspirar e auxiliar as prendas das entidades e regiões tradicionalistas, além de ser uma oportunidade de contribuir e aprender ainda mais com o Movimento Tradicionalista Gaúcho.
Ana: São 15 anos vividos em meio ao tradicionalismo gaúcho e nesse tempo passei por muitas alegrias e também dificuldades, porém o mais importante foram as experiências e o conhecimento que adquiri. Para mim, ser Prenda do RS representa o reconhecimento por toda a caminhada.
Tamara: Para mim, poder hoje estar Prenda do Rio Grande do Sul e representar a nossa juventude é motivo de muito orgulho e felicidade.

Qual será sua filosofia na gestão?
Jéssica: A minha filosofia será baseada na importância da juventude tradicionalista como agente transformador da sociedade. Os concursos culturais têm o poder de formar cidadãos e cidadãs, tendo a capacidade de contribuir para com a sociedade sul-rio-grandense, através de nossos valores, princípios e tradição.
Ana: Sempre tive a minha família tradicionalista comigo e também o exemplo de muitas pessoas. Dessa forma construí uma personalidade, uma forma de ver o tradicionalismo e um “ser prenda”. Acredito que cada gestão, cada prenda e cada peão deixa o seu legado para o nosso Movimento, e quero com a minha essência trabalhar, para que possamos juntos fortalecer e dar continuidade ao Movimento Tradicionalista Gaúcho.
Tamara: Sabemos que o ano será intenso e de bastante trabalho, e temos como objetivo e filosofia, além de trabalhar em prol do tradicionalismo, darmos atenção à sociedade, baseando-nos no item IX da Carta de Princípios: “Lutar pelos direitos humanos de Liberdade, Igualdade e Humanidade” e também termos a juventude tradicionalista como agente transformador da sociedade, com ações que visem o bem coletivo.

Qual a sua maior alegria, como tradicionalista?
Jéssica: Sou feliz em poder conviver em um ambiente familiar, respeitoso e sadio, realizando trocas de experiências e conhecimentos com as diferentes gerações. Essa oportunidade reflete em minha vida tradicionalista e pessoal, influenciando em minhas atitudes e pensamentos da prenda e ser humana que sou.
Ana: A minha maior alegria como tradicionalista é saber que não estou sozinha! Tenho amigos e companheiros que partilham os mesmos princípios e os mesmos sonhos que eu.
Tamara: Uma das maiores alegrias como tradicionalista é poder perceber que estou inserida em um meio repleto de valores. Poder construir laços de amizade e adquirir conhecimento, vivenciando o dia-a-dia no tradicionalismo. Este conhecimento não se encontra apenas nos livros, mas, sim, no contato com pessoas dos quatro cantos do Rio Grande.

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