O mês de dezembro é especial para as Regiões Tradicionalistas. É quando são eleitos os coordenadores para uma nova gestão. O coordenador regional é o administrador da RT e o representante desta perante os demais órgãos do MTG e autoridades. No Rio Grande do Sul são 31 no total, dos quais 30 abrangem entidades localizadas no estado e um a totalidade de entidades de fora. Neste ano, até o dia 5 de dezembro devem ser escolhidos os novos coordenadores regionais, por meio de votação secreta, pelos delegados das entidades filiadas efetivas. Têm direito a voto aquelas que comprovarem ter participado de pelo menos 75% dos Encontros Regionais. Uma particularidade do pleito é que não é permitido o voto por procuração. A posse do coordenador regional, que tem mandato de um ano, acontece durante o Congresso Tradicionalista. Em 2019, será nos dias 10 e 11 de janeiro na cidade de São Borja.

Requisitos para concorrer – O candidato a Coordenador Regional deverá apresentar como pré-requisito o número de registro ou certificado de sua participação no curso de Formação Tradicionalista, assim como certidão negativa, expedida pela assessoria jurídica do MTG, informando que não está litigando ou que não litigou em nenhum processo contra o MTG em que tenha sido julgado culpado. O candidato a Coordenador Regional, que está exercendo, ou já exerceu o cargo, deve apresentar uma declaração da junta fiscal do MTG, informando que todas as suas contas estão aprovadas, sendo liberado apenas o semestre em andamento na data de eleição.

A votação – É considerado eleito o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos apurados. Não ocorrendo maioria absoluta repetir-se-á a votação, quando concorrerão apenas os dois candidatos mais votados no primeiro turno, sendo então apurado o vencedor por maioria simples. Ocorrendo empate no primeiro turno, que impeça a seleção dos dois candidatos mais votados, a situação será resolvida pelo voto de minerva de quem estiver presidindo o Encontro Regional no ato da eleição. Em caso de empate no segundo turno, será vencedor o candidato mais idoso. O vice-coordenador poderá ser eleito juntamente com o Coordenador, ou indicado por este, conforme o que estabelecer o Regimento Interno de cada Região.

Acompanhamento do MTG – A eleição do Coordenador Regional é acompanhada por um conselheiro, designado pelo presidente do MTG, que orienta a direção dos trabalhos sobre a aplicação das disposições regulamentares e observa todo o processo, sem interferir, apresentando relatório por escrito ao Conselho Diretor. De todo o processo de eleição é lavrada ata, que é encaminhada ao Conselho Diretor, que examinará a ata e o relatório do conselheiro que acompanhou o pleito. Em não se constatando irregularidades, acontece a homologação da designação do Coordenador Regional.

Coordenador pode ser destituído – A vacância do cargo de Coordenador Regional decorre de morte, destituição, renúncia e eleição para o Conselho Diretor ou Junta Fiscal, inclusive como suplente. Para destituir o coordenador, é necessária demonstração de evidente falta de identificação com os princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho; culpa, por negligência ou incapacidade de liderança, pela desagregação da unidade regional ou pelo desentendimento entre as entidades filiadas coirmãs; falta de exação no cumprimento de suas obrigações; incontinência pública, comportamento indecoroso ou qualquer ato incompatível com a moral e os bons costumes. A destituição é decretada após processo no qual se assegure a ampla defesa e o direito do contraditório, por deliberação de dois terços, ou seja, dos membros do Conselho Diretor, reunidos em sessão extraordinária convocada para esse fim; e das entidades filiadas da Região, reunidas em Encontro Regional, em que o exame da questão conste previamente da ordem do dia.

As responsabilidades do Coordenador Regional: – Ao coordenador regional compete supervisionar as atividades da Região; nomear secretário, tesoureiro e outros auxiliares; convocar e presidir os Encontros Regionais; integrar a Convenção Tradicionalista; orientar os filiados para o cumprimento das finalidades e o atendimento aos princípios do MTG; articular as entidades filiadas na elaboração de suas programações, procurando evitar a coincidência de eventos de interesse geral da Região; e orientar e participar diretamente da organização, em nível regional, da Semana Farroupilha e de outras comemorações significativas para o tradicionalismo, respeitadas a legislação vigente.

Também são suas obrigações participar, pessoalmente ou representado, das atividades tradicionalistas levadas a efeito pelas entidades filiadas de sua Região; prestar assistência e orientação aos filiados, procurando dar ênfase ao caráter cívico e cultural do MTG; promover o entendimento e a cooperação entre as entidades filiadas, incentivando a realização de atividades conjuntas; levar as sugestões e reivindicações dos filiados aos demais órgãos diretivos do MTG; comunicar à diretoria do MTG todas as irregularidades de que tomar conhecimento, cuja solução esteja fora de sua área de competência; e programar seminários específicos de patrões, podendo solicitar a participação da vice-presidência de Cultura.

Outra responsabilidade do coordenador regional é elaborar o relatório anual das atividades da Região, apresentando-o juntamente com o relatório financeiro do segundo semestre do ano anterior, no Encontro Regional. Também deve encaminhar o relatório financeiro semestral da Região, submetendo-o para a avaliação da vice-presidência administrativa e financeira, que após análise o encaminhará à junta fiscal.

Por Sandra Veroneze

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