Madeline Zanchano está à frente do Departamento de Danças Tradicionais do MTG. É um dos departamentos com maior visibilidade da entidade. Nesta entrevista, Madeline fala sobre as  principais atividades desenvolvidas, conquistas até o momento, e o sobre o futuro das danças tradicionais gaúchas.

Quais as principais atividades do Departamento de Danças Tradicionais?
Acredito que muitas são as atividades do Departamento de Danças Tradicionais. Estando há pouco mais de um ano à frente do Departamento, tenho certeza de estar atendendo de forma satisfatória as demandas que dizem respeito à pasta. Tudo o que planejei no início do ano está sendo cumprido. Entre as atividades destaco a capacitação de novos instrutores, a preparação e acompanhamento da equipe de voluntários, o Fegadan, e o Enart. A única atividade que não obteve sucesso foi a formação de posteiros, para a qual não obtivemos uma procura significativa e acabamos por cancelar dois desses eventos.

Quem compõe a equipe e qual a filosofia de trabalho?
Atualmente, Madeline Zancanaro dirige o Departamento, juntamente com uma equipe diretiva, a fim de dar conta de tantas responsabilidades, que são Sandro Nicoloso, Beloni Bastos, Daniela Backmmam, Vinicius Santos, Juliano Dreyer, Sergio Severo, Daniel Theisen, Landerson Colpo e Alex Manetti. Com relação à filosofia de trabalho é importante destacar a visão sobre o que é tradicional e simples, característicos do povo gaúcho, buscando como palavras chaves para o sucesso de uma equipe leal e respeito para e com todos.

Quais as principais conquistas, até o momento?
Acredito que as principais conquistas que obtive em menos de dois anos à frente de uma modalidade tão estimada foi a regularidade com relação à avaliação do Enart 2017, a preparação dos avaliadores sem trabalho de campo, a conquista da confiança das pessoas com relação à minha forma de trabalho e uma forma mais humana, tradicional e simples de ver e conduzir as atividades.

Quais os planos para 2018?
Buscar maior e melhor comunicação entre os envolvidos diretamente com as danças tradicionais. Cumprir o planejamento de cursos, capacitações e encontros. Bem atender o Fegadan e o Enart, no que diz respeito às orientações, clareza e transparência. Ainda pensar em estratégias para voltar a atender as categorias de base. Ainda manter o foco e a regularidade para as avaliações em 2018.

Que critérios vocês utilizam para medir o sucesso das atividades?
Dentro do Departamento das Danças Tradicionais, solicito feed back dos promotores do evento após a realização do mesmo. Acompanho também sutilmente as redes sociais. E quando detecto algo que possa ferir a integridade dos avaliadores, busco esclarecer na fonte as postagens, com o intuito de resolver rapidamente qualquer injúria ou mal-entendido. Também são feitas avaliações escritas nos cursos e encontros.

Ouve-se que as danças tradicionais hoje são responsáveis pela atração da maioria dos tradicionalistas para as entidades. É verdade?
Creio que as danças tradicionais sejam a porta de entrada para a vida tradicionalista, pois muitas vezes esse é o primeiro contato das pessoas com o tradicionalismo. Com certeza abre-se um leque de oportunidades e com isso o contato com as demais modalidades, bem como com a parte cultural de cada entidade. Aproveito a oportunidade para dizer que uma entidade forte é aquela que tem todos os departamentos atuantes e suas invernadas de danças em plena atividade, e cabe à entidade aproveitar as invernadas de dança para fomentar e valorizar os individuais.

Ouve-se que as danças tradicionais, por outro lado, também são responsáveis pelas dificuldades financeiras de muitas entidades. Procede?
Acredito que as dificuldades financeiras são reflexo da administração das entidades. Cada entidade investe mais recursos onde entende ser necessário, desde estrutura física, campeira ou artística. Se por ventura as invernadas são responsáveis pelas dificuldades financeiras, muitas vezes são elas que movimentam os recursos pelo número de pessoas envolvidas. Tenho a convicção que uma patronagem que administra bem não sofre com isso.

Qual o futuro das danças tradicionais?
É muito difícil falar em futuro, pois o presente passa por algumas dificuldades. Porém, tenho a convicção de que a arte de dançar nunca sofrerá danos expressivos, pois nossa arte é muito forte, nossa cultura é envolvente. Por isso a preservação de nossas danças tradicionais, tanto no segmento campeiro quanto no segmento Enart, devem ser preservadas em sua essência e originalidade, nunca oportunizando a entrada de modismos e achismos. O que está escrito é lei e o que executamos deve ser seguido e passado de geração em geração, preservando assim a verdadeira tradição.

Entrevista: Sandra Veroneze

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