A juventude tradicionalista aguarda com ansiedade, todos os anos, o Tchêncontro. O evento é uma realização do Departamento Jovem do Movimento Tradicionalista Gaúcho e neste ano aconteceu no dia 13 de outubro, em Canoas. A data originalmente reservada no calendário oficial do MTG colidiu com as eleições, então em reunião de Coordenadores Regionais ficou definido que o evento seria aglutinado com o Acampamento da Juventude Gaúcha, Fegadan e Fegachula, em Canoas, na 12ª RT, no dia 13 de outubro. Nesta entrevista, o diretor do Departamento Jovem, Marco Saldanha, faz uma análise da edição, resgata fatos históricos do evento e reitera a importância de uma ação integradora da juventude tradicionalista.

O que é o Tchêncontro?
O Tchêncontro é um dos eventos oficiais do Movimento Tradicionalista Gaúcho. O Departamento Jovem do MTG, em conjunto com as prendas e peões do Rio Grande do Sul, o idealizaram para ser um evento no qual a juventude tradicionalista se reúne para debater a sua participação no Movimento. Também é um momento para apresentações de trabalhos e mostras, divulgação do Projeto Sarau de Prendas, preparo das prendas jovens para o ingresso no meio tradicionalista, confraternização entre as Regiões, incentivo à cultura e ao civismo no estado e valorização da mulher no culto às tradições.

Desde quando é realizado?
O evento foi criado em 1992 em Passo Fundo, onde ocorreram as três primeiras edições. A partir de 1995 tornou-se itinerante. De 1996 a 2008, a primeira prenda juvenil do RS sediava o evento. Depois essa prática deixou de ser observada e o evento passou a ser realizado em outras cidades. A oficialização ocorreu por ocasião do 46º Congresso Tradicionalista realizado na cidade de São Gabriel em 2001.

Que municípios já o sediaram?
Este evento já foi realizado em Passo Fundo (1992 a 1994), Santo Ângelo (1995,1997 e 2005), Santa Rosa (1996), Montenegro (1998 e 2003), Santana do Livramento (1999 e 2007), Marau (2000), Alegrete (2001), Soledade (2002), Nova Hartz (2003), Guaporé (2004), Caxias do Sul (2006), Cruz Alta (2008), Bento Gonçalves (2009), Panambi (2010), Canguçu (2011), Santa Cruz do Sul (2012), Espumoso (2013), Flores da Cunha (2014), Ametista do Sul (2015), Triunfo (2016) e Canoas (2018).

Quais os principais objetivos do Tchêncontro?
Na proposta apresentada em 2001 foi apresentada, como principal finalidade, a criação de um evento construído por jovens, para jovens, para que o Movimento tivesse um momento de confraternização. Naquele momento se tinha como propósito que as prendas juvenis apresentassem um trabalho. À noite aconteceria o Baile – Sarau Estadual. Com o passar dos anos agregaram-se novos objetivos e também se modificou o formato. As apresentações dos trabalhos ficaram abertas para todos os jovens, com uma temática pré-definida anualmente, assim propagando os departamentos jovens das entidades e regiões tradicionalistas. E se aboliu o baile em função dos custos.

O evento está conseguindo atingir seus objetivos?
Com certeza. Neste ano tivemos 1200 participantes das 30 Regiões Tradicionalistas e 25 regiões apresentaram trabalhos. Além do público, podemos destacar a qualidade das pesquisas e das apresentações. É importante destacarmos a participação de prendas e peões da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, do MTG Santa Catarina e do MTG Paraná.

Quase as principais conquistas das últimas edições?
Acreditamos que a principal conquista é a confiança. São jovens desenvolvendo Nota de Instrução, organizando o evento e acolhendo os participantes.

Como é feita a organização?
O Departamento Jovem, com auxílio da Vice- Presidência de Cultura e Departamento de Cultura interna, desenvolve a Nota de Instrução, com a Temática Central, cronograma e programação.

Quais as particularidades desta edição?
O Departamento Jovem indicou como temática “Os Meios de Comunicação no Rio Grande do Sul”. Diferente dos outros anos, resolvemos inovar, iniciando com uma palestra com o professor Dilmar Paixão, que teve como tema “As comunicações no tradicionalismo de ontem e de hoje”. Dilmar conversou com os jovens sobre a importância da comunicação e principalmente o uso sadio das novas tecnologias. O evento contou com 25 apresentações. Alguns destaques: “A História da Rádio Farroupilha com o Grande Rodeio Coringa, destacando: Paixão Côrtes, Darcy Fagundes e o Gauchismo no Rádio”, “Dando vida aos inscritos: A importância das adaptações do “O Tempo e o Vento” para cultura gaúcha”, “O Jornal mais Antigo do RS – A Gazeta do Alegrete”, “Os meios de comunicação e a evolução na transmissão dos eventos tradicionalistas regionais e a sua importância na difusão da cultura gaúcha”, “As radionovelas no Rio Grande do Sul: Um retrato de nossa história”, “A História do Cinema “, “O Rádio como difusor na Cultura Gaúcha através dos tempos”, “Chasque e o telefone sem fio – Brincando com o tradicional e o lúdico”, “Teixerinha um dos maiores fenômenos populares da comunicação e do cinema Sul- Americano Regional” entre outros belos temas.

Outra novidade foi a entrega de troféus aos participantes.
Exatamente. Cada região recebeu um troféu simbólico pela participação, pois acreditamos que seja uma homenagem singela aos participantes que se dedicam em realizar a pesquisa e preparam as apresentações. Desta forma, mais uma vez o Departamento Jovem agradece a todos os envolvidos, em especial aos jovens, o palestrante professor Dilmar Paixão a Gestão de Prendas e Peões do Rio Grande Sul que trabalharam conosco na organização, a comissão que vez os pareceres dos trabalhos – Paulo Vargas, Renata Silva e Maria Cristina Rigão. E gostaríamos de deixar nossa rogativa que todos nos tradicionalistas reconhecemos a relevância deste evento para a juventude tradicionalista.

Entrevista para Sandra Veroneze

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