Barbosa Lessa deixou como legado uma das obras de referência sobre a história do chimarrão

“História do chimarrão”, de Luiz Carlos Barbosa Lessa, é uma obras de referência sobre cultura e tradição gaúchas e está com valor promocional durante a 1ª Feira do Livro Virtual da Fundação Cultural Gaúcha. A obra aborda três grandes temas principais. O primeiro deles é a história da erva-mate (o mate na América, a descoberta do mate, escravos dos ervais, os ervais jesuíticos, o mate no Brasil, panorama em 1949 e o mate no Rio Grande do Sul). O segundo tema é sobre o que é o chimarrão (a erva-mate, como se faz a erva, os avios, como se prepara o chimarrão e o chimarrão como tradição e símbolo). O terceiro bloco de conteúdo explora histórias do chimarrão (lendas, a origem do mate, superstições, dizeres e a linguagem poética do mate, além de poesia popular e causos).

Sobre o autor – Luiz Carlos Barbosa Lessa nasceu em Piratini, no dia 13 de dezembro de 1929. Foi folclorista, escritor, músico, produtor de televisão, advogado e historiador. Escreveu mais de 60 obras, entre contos, músicas e romances.

Participou intensivamente do processo de construção do Movimento Tradicionalista Gaúcho, que registrou e difundiu a cultura e as tradições do homem do campo. Em 1948, com 19 anos, junto com um grupo de coletas do ensino secundário, criaram o primeiro CTG (Centro de Tradições Gaúchas) da história, definindo as características do que hoje é considerado o típico “gaúcho tradicionalista”.

Escreveu uma das teses mais importantes do tradicionalismo organizado, em 1954, durante o 1º congresso, em Santa Maria, que reuniu os CTGs existentes na época, a tese: O sentido e o valor do tradicionalismo”, com elementos que norteiam a existência das sociedades.

Dentre suas obras mais conhecidas destacam-se “Rodeio dos ventos”, um épico sobre como seria a vida do povo gaúcho, e “Os guaxos”, pelo qual recebeu prêmio, em 1959, da Academia Brasileira de Letras.

Confira um trecho da obra, que aborda os ervais jesuíticos

Nos primeiros anos do século XVII, o mate já se tornara uma bebida indispensável aos lares platinos, desde o rancho dos mestiços às casas senhoriais de Assunção e Buenos Aires. Centenas de espanhóis alicerçaram sua fortuna no comércio de erva, cuja exportação se constituía na ocupação mais rendosa da colônia. A fama da bebida guarani transpusera as fronteiras paraguaias, e de Potosi, do Chile, e posteriormente do Sacramento eram ininterruptos os pedidos de remessa de erva-mate. Perceberam os religiosos que pouco adiantaria continuar movendo campanha contra a “erva-do-diabo”.

O definitivo impulso para a economia ervateira da época foi dado pela Companhia de Jesus em seus Trinta Povos das Missões de Guaranis, situados em larga região ao longo dos Rios Paraguai, Paraná e Uruguai e dispondo de uma concentração populacional e obreira muito acima dos parâmetros habituais de até então.
Tendo os jesuítas conseguido licença para se dedicarem ao beneficiamento da erva-mate, puseram-se logo em ação, desbravando ervais e ao mesmo tempo tentando a sua cultura. Os primeiros passos dessas plantações foram difíceis.

Havia um grande problema a resolver: as sementes das ervateiras não germinavam em viveiros, por melhores que fossem as condições. Cumpria empreender um paciente estudo das características botânicas da ‘caá’ e de seus processos de geração. Os primeiros resultados foram decepcionantes. Mas, com perseverança, lá chegou o dia em que brotou a primeira erveira plantada.

Consta que tal façanha se deu em Imembuí, próximo à atual cidade de Santa Maria – RS.

 

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