Editorial: O trabalho ímpar e fundamental das Regiões Tradicionalistas

As Regiões Tradicionalistas do Rio Grande do Sul foram criadas no mesmo instante de oficialização do Movimento Tradicionalista Gaúcho como federação. Isso demonstra a consciência sempre presente acerca da necessidade de se ter um atendimento bem próximo da base, das entidades tradicionalistas.

Ao longo de todas essas décadas de história, as RTs foram fundamentais para o desenvolvimento das atividades do MTG. A absoluta maioria das ações que a federação desempenha precisa do apoio, parceria e atuação das coordenadorias regionais. O que seria do MTG, sem o apoio das RTs, para realização de eventos como Congresso Tradicionalista, Fecars – a Festa Campeira do Rio Grande do Sul, da Convenção, do próprio Acampamento Farroupilha de Porto Alegre? Em se tratando de Enart – Encontro de Artes e Tradição Gaúcha, o protagonismo das regiões é inquestionável.

Isso torna a função de coordenador regional de extrema importância. De sua boa vontade e eficiência depende o desenvolvimento do tradicionalismo organizado nos municípios de sua jurisdição. A Coletânea Tradicionalista, texto basilar das atividades do tradicionalismo organizado, estabelece as diretrizes e responsabilidades das coordenadorias e a Fundação Cultural Gaúcha, em seu acervo de publicações e catálogo de vendas, apresenta opções para capacitação e qualificação das atividades de coordenação regional.

Nesta edição especial do Eco da Tradição, queremos valorizar e homenagear o trabalho das Regiões Tradicionalistas. Algo desta monta é a primeira vez que se faz na história do MTG e do Eco da Tradição. As páginas que seguem apresentam particularidades de cada RT, entrevista com os coordenadores, apresentação de principais fatos históricos e algumas análises quantitativas que demonstram a força e pujança das Regiões Tradicionalistas. O próprio Eco da Tradição chega à edição 222, o que a caracteriza como uma das publicações institucionais mais antigas em circulação no Rio Grande do Sul. É a história do MTG e do tradicionalismo sendo registrada e ficando para a posteridade, a cada edição!

Como presidente do MTG, eu só tenho a agradecer pelo empenho de cada um dos coordenadores regionais. A minha liderança foi forjada na atuação por muitos anos em uma RT, a 7ª. Quando o grupo é unido e trabalha pelo benefício do coletivo, é possível empreender grandes realizações. Desejo a todos um ótimo trabalho nesse ano de 2021, sabedora das dificuldades e desafios que esse novo ano já está impondo.

 

Gilda Galeazzi | Presidente do MTG