História do tradicionalismo organizado é tema de duas obras em promoção na Feira

São mais de 70 anos de tradicionalismo gaúcho organizado e mais de 50 anos de Movimento Tradicionalista Gaúcho. As duas pautas são tema de obras integrantes do catálogo promocional da 1ª Feira do Livro Virtual da Fundação Cultural Gaúcha.

“Tradicionalismo Gaúcho Organizado” foi escrito por Paulo Roberto de Fraga Cirne e fala sobre o começo do tradicionalismo gaúcho, o início do tradicionalismo organizado, a fundação do primeiro CTG, congressos tradicionalistas, Semana Farroupilha, Carta de Princípios, a criação do MTG, o concurso estadual de peões, o concurso estadual de prendas, o conselho coordenador e outros. O preço promocional, durante a feira, é de 25,50.

As cinco décadas de existência do MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul estão expressas na obra “MTG – 50 anos de preservação e valorização da cultura gaúcha”, escrita por Rogério Bastos. A obra apresenta um resumo dos primeiros 50 anos do Movimento Tradicionalista Gaúcho, federação que congrega as entidades tradicionalistas espalhadas pelo Rio Grande do Sul. Seu preço promocional na 1ª Feira do Livro Virtual da FCG é R$ 59,50.

História

Conforme histórico apresentado no site do MTG, a história do Movimento Tradicionalista Gaúcho pode ser contada a partir de vários momentos. Confira:

Alguns reconhecem como ponto de partida a fundação do Grêmio Gaúcho, por Cezimbra Jacques, em 1889. Outros, a ronda gaúcha, no Colégio Julio de Castilhos, de 1947. Ainda há quem defenda como marco inicial a fundação do 35 CTG, em abril de 1948 ou a realização do 1º Congresso Tradicionalista Gaúcho, em 1954, ou, ainda, a constituição do Conselho Coordenador, em 1959. Tenho comigo que, seja qual for o ponto de partida, o importante é que, em 1966, durante o 12º Congresso Tradicionalista Gaúcho realizado em Tramandaí, foi decidido organizar a associação de entidades tradicionalistas constituídas, dando-lhe o nome de Movimento Tradicionalista Gaúcho, o MTG.

Assim é que, desde 28 de outubro de 1966, a Instituição se tornou conhecida como MTG.

Muitas pessoas contribuíram para que o MTG se tornasse uma organização reconhecida e respeitada. Nas atividades diárias, nos congressos e convenções, nos eventos de âmbito estadual, nos debates sobre a história, música, folclore, cavalgadas, fandangos, jovens, família, valores, princípios, crenças e tudo o mais que fascina os tradicionalistas, destacaram-se figuras importantes do movimento, tais como Manoelito de Ornellas, Glaucus Saraiva, Hugo da Cunha Alves, Guilherme Schults Filho, Gerciliano Alves de Oliveira, Ieno Severo, Vasco Mello Leiria, Cyro Dutra Ferreira, Helio Moro Mariante, Luiz Carlos Barbosa Lessa, João Carlos Paixão Cortes, Wilmar Winck de Souza, Lilian Argentina, Edson Otto, entre tantos. No ano de 2016, foram comemoradas cinco décadas de uma entidade que está entre as maiores da sociedade brasileira. São quase 1700 entidades juridicamente constituídas e quase um milhão de associados.

Ao longo da sua história, o MTG funcionou em três endereços, sempre em Porto Alegre: na Rua dos Andradas, próximo do Gasômetro, no Centro Administrativo do Estado e na rua Guilherme Schell, local onde possui sua sede atual. Esta sede foi doada ao MTG pelo Governo do Estado, sendo que a construção foi obra do trabalho e esforço dos tradicionalistas liderados pelo presidente Dirceu de Jesus Brizzola. A inauguração ocorreu em dezembro de 1998.

Como Federação dos Centros de Tradições Gaúchas e entidades afins, o MTG tem dois objetivos centrais. Um deles é congregar os Centros de Tradições Gaúchas e entidades afins para constituir uma associação que permite padronização de procedimentos e realização de atividades com abrangência estadual ou nacional das quais participam todos os filiados com interesse no tema. O segundo é preservar o núcleo da formação gaúcha e a ideologia consubstanciada nos estudos da história, da tradição e do folclore, além do que constam nos documentos fundamentais, como as teses aprovadas em congressos e a Carta de Princípios que define os objetivos do tradicionalismo gaúcho desde o ano de 1961.

As entidades filiadas ao MTG são todas legalmente constituídas, com personalidade jurídica própria. As Entidades Tradicionalistas filiadas ao MTG estão distribuídas nas 30 Regiões Tradicionalistas, as quais agrupam os municípios do RS. Existe uma administração específica para congregar as entidades estabelecidas fora do Rio Grande do Sul, denominada 40ª Região Tradicionalista.

O MTG é um organismo social de natureza nativista, cívica, cultural, literária, artística e folclórica, conforme descreve simbolicamente o Brasão de Armas do MTG, com as sete folhas do broto, que nasce do tronco do passado.

A administração constitui-se atualmente por Conselheiros Efetivos e por Conselheiros Suplentes, os quais compõem o Conselho Diretor, pelas trinta Coordenadorias Regionais e por Conselheiros da Junta Fiscal, sem qualquer remuneração. Todos se dedicam para que o MTG tenha condições de atingir seus objetivos.

Cada uma das 30 Coordenadorias Regionais é liderada por um coordenador e uma equipe que reproduz quase que integralmente a estrutura estadual.