Liderança feminina avançou, porém ainda há muito espaço para conquistas

Uma pauta contemporânea cada vez mais urgente é a equidade de gênero e, por consequência, o equilíbrio entre homens e mulheres em cargos de liderança. Nas Regiões Tradicionalistas, uma rápida análise histórica sinaliza para a participação crescente de mulheres como coordenadoras, porém com um volume significativo de espaços, ainda, para serem ocupados.

Um dos indicadores é o fato de aproximadamente um terço das 30 regiões tradicionalistas ainda não figurarem na lista de RTs que já contaram com liderança feminina. O ano mais expressivo de presença feminina nos cargos de coordenadoras regionais foi 2018. Das 30 Regiões Tradicionalistas, nove tinham liderança feminina. Na 4ª Região Tradicionalista, a coordenação era de Ilva Maria Borba Goulart; na 7ª, Gilda Galeazzi; na 8ª, Lauri Terezinha Brandão de Almeida; na 18ª, Paula Oliva Bundt, na 19ª; Cleusa Cecilia Visioli Sotoriva, na 20ª, Luciana Rolim; na 21ª, Silvania Zart Valle Affonso; na 24ª, Luce Carmen da Rosa Mayer e na 26ª, Hilda Maria Heinen / Patricia Rodrigues.

A lista de coordenadores regionais sinaliza para a primeira participação feminina em cargo de coordenadora em 1986. Foi Mariluza de Souza Peixoto, na 17ª RT. Logo depois assumiriam em 1993 a 1ª RT a tradicionalista Maria Elsi Jacques Belini e na 2ª RT Liege Beatriz Luiz Kalata.

Confira as demais participações:
A 1ª Região Tradicionalista foi liderada de 1993 a 1995 por Maria Elsi Jacques Belini e no ano 2000 por Líria Ramos.
A 2ª RT foi administrada por mulheres de 1993 a 1996 (Liege Beatriz Luiz Kalata) e Terezinha Gonçalves Cezimbra (1999).
A 3ª Região Tradicionalista foi administrada por Cleusa Dorneles de Andrade em 1998 e por Terezinha da Rosa Carvalho em 2005.
A 4ª RT foi administrada por Maria Izabel de Moura de 1997 a 2000, por Eunice Pereira Dornelles de 2001 a 2003 e por Ilva Maria Goulart de 2007 a 2019.
A 6ª RT foi administrada por mulheres nos anos de 1998, por Dulce Helena dos Santos, e em 2007, por Ana Lucia Martins.
A 7ª RT foi administrada por Gilda Galeazzi de 1996 a 2004 e 2011 a 2019, e por Vanderléa Belegante Nervo em 2020 e 2021.
A 8ª RT foi administrada por Marilia Dornelles de 2000 a 2005 e por Lauri Almeida de 2005 a 2021.
A 9ª Região Tradicionalista contou com liderança feminina de 2010 a 2012, quando foi administrada por Carla Augusta Moura, e atualmente, com Ana Claudia da Silva na coordenadoria, eleita em 2020 e reeleita em 2021.
A 12ª foi administrada em 2001 e 2002 por Maria de Lourdes Monteiro e 2021 por Marcia Rosane Monteiro.
A 14ª RT teve gestão feminina de 1999 a 2003, com Luciana Parizotto à frente das atividades.
A 16ª Região Tradicionalista contou com Mirelle Gonçalves Hugo, como coordenadora, em 2006.
Andreia Scherer, não conhecemos e nunca foi coordenadora
Mariluza de Souza Peixoto administrou a 17ª RT em 1986.
A 18ª RT foi administrada por Paula Oliva Bundt em 2018.
A 19ª Região Tradicionalista foi administrada por uma mulher em 2010: Zulma Cristina Grandó e em 2018: Cleusa Cecilia Visioli Sotoriva.
A 20ª RT teve gestão feminina em 2017 e 2018, liderada por Luciana Rolim.
A 21ª RT foi administrada por Silvania Zart Valle Affonso de 2017 a 2020.
Na 22ª Região Tradicionalista, a tradicionalista Loiva Erica Poletto administrou no ano de 2004 e Carla Elisa Behs nos anos de 2020 e 2021.
A 23ª RT foi liderada por Catia Pereira Gomes em 1997.
Na 24ª RT, a liderança feminina vem desde 2018, a cargo de Luce Carmen da Rosa Mayer.
A 26ª Região Tradicionalista contou com liderança feminina recentemente. De 2016 a 2018, esteve à frente das atividades a tradicionalista Hilda Maria Heider.
Na 27ª RT Ana Maria Santos Silva atuou como coordenadora de 1995 a 1998 e em 2004.
A 30ª Região Tradicionalista contou com três mulheres como coordenadoras: Bina Quadros, em 1995, Ereni Terezinha Boff, em 2008 e Rosângela Bianchi Daros em 2009.

Federação – No quesito liderança feminina, as coordenadorias regionais estão à frente da própria federação. Depois de mais de 50 anos de história, o MTG está sendo pela primeira vez administrado por uma mulher, Gilda Galeazzi, na gestão 2020 / 2021.

Foto: 2018 foi o ano delas; das 30 Regiões Tradicionalistas, nove foram administradas por mulheres

Por Sandra Veroneze | Matéria integrante do Eco da Tradição 222